Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

MAR DA PALHA



Reserva Natural do Estuário do Tejo[1] - A Reserva Natural do Estuário do Tejo é uma Área protegida portuguesa.
O estuário do rio Tejo é a maior zona húmida do país e uma das mais importantes da Europa, um santuário para peixes, moluscos, crustáceos e, sobretudo, para aves, que nele se detém quando de sua migração entre o Norte da Europa e a África. É o maior estuário da Europa Ocidental, com cerca de 34 mil hectares, e alberga regularmente 50 mil aves aquáticas invernantes (flamingos, patos, aves limícolas, etc.).
Caracterização
A Reserva Natural foi criada em 1976, abrangendo uma área de 14.192 hectares, caracterizada por uma extensa superfície de águas estuarinas, campos de vasas recortados por esteiros, mouchões, sapais, salinas e terrenos aluvionares agrícolas (lezírias).
Não excedendo os 11 metros acima do nível do mar e uma profundidade de 10 metros, distribuída pelos concelhos de Alcochete, Benavente e Vila Franca de Xira, a reserva insere-se na zona mais a montante do estuário do Tejo que, estendendo-se por uma área de cerca de 32km2, é o maior da Europa Ocidental.
Nas margens do estuário desenvolve-se o sapal, cuja comunidade florística vive sob a influência das águas trazidas pela maré. Região de grande produtividade a nível de poliquetas, moluscos e crustáceos, constitui autêntica maternidade para várias espécies de peixes. Mas é a avifauna aquática que atribui ao estuário do Tejo a sua importância internacional. Os efectivos de espécies invernantes chegam a atingir cerca de 120.000 indivíduos. As contagens regularmente efectuadas indicam que invernam nesta Área Protegida mais de 10.000 anatídeos e 50.000 limícolas, das quais se destaca o alfaiate Recurvirostra avosetta, com um número que pode ascender a 25% da população invernante na Europa. Muitas outras espécies atestam igualmente a riqueza biológica e o valor para a Conservação da Natureza desta região: o flamingo Phoenicopterus ruber, o ganso-bravo Anser anser, o pilrito-de-peito-preto Calidris alpina e o milherango Limosa limosa.
Inclui algumas zonas salgadas no Rio Tejo/Mar da Palha.
Estatuto de conservação
19 de Julho de 1976 - É criada a Reserva Natural do Estuário do Tejo, através do Decreto-Lei N.º. 565/76
1980 - Passa a fazer parte Zonas Húmidas de Importância Internacional, através da Convenção de Ramsar.
1994 - É instituída a Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens, no âmbito da Directiva 79/409/CEE
Cidades junto (ou perto) do "Mar da Palha".
Lisboa, Alcochete, Almada, Amora, Seixal, Barreiro, Montijo, Sacavém, Póvoa de Santa Iria, Alverca do Ribatejo, Vila Franca de Xira e Santarém.



[1] OLIVEIRA, Fernando Correia de. Folheto Em Lisboa, à descoberta da Ciência e da Tecnologia: vagueando pelas ruas. Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva; Câmara Municipal de Lisboa, s.d.

AMANTILHO


Amantilho - Cabo náutico com que se endireitam as vergas horizontalmente.

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

ÁGUA ABERTA

Água aberta – Água que entra num navio ou embarcação em consequência de defeito ou acidente.
Água aberta (Gíria naval arcaica) – Mulheres a bordo. Expressão utilizada para chamar à atenção dos membros da guarnição de um navio ou de uma unidade da Marinha, que está presente uma mulher e portanto, deve-se ter cuidado com a linguagem expressa em vernáculo.

Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

NO FUNDO

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

GLOSSÁRIO NÁUTICO

PREFÁCIO


Como afirmava o nosso insigne Bardo, “Todo o Mundo é composto de mudança” e o mundo náutico-marítimo não poderia ser, de modo algum, excepção. Num tempo histórico em que a Evolução se observa a cada dia que passa e as novas tecnologias são uma realidade com que nos habituámos a conviver, justifica-se plenamente o lançamento de uma obra que actualize os registos referentes à terminologia náutica e, de um modo geral, a todo o vocabulário com ela relacionada.
Este glossário, pacientemente compilado pelo seu autor, numa exaustiva pesquisa pelas mais variadas fontes, sem esquecer a informação que nos é disponibilizada pelos novos meios de comunicação de massas, constitui, sem dúvida, uma preciosa ferramenta de trabalho para todos aqueles que, profissionalmente ou por lazer, física ou mentalmente, sulcam o Húmido Elemento.
Técnico na sua formação de base, Rui Salvador recorre aos seus conhecimentos académicos e à sua experiência profissional para acrescentar uma nova dimensão à linguagem dos homens (e mulheres) do mar, aventurando-se afoitamente por novos domínios. Isto sem descurar, naturalmente, outras vertentes que o não deixam esquecer que é, acima de tudo, um marinheiro.
Meter ombros a semelhante empresa é, nos dias de hoje, motivo de louvor, não tanto por ausência de títulos nos escaparates – que os há em larga abundância, em número inversamente proporcional à qualidade média da informação por eles coberta – mas sobretudo por continuar a fazer-se sentir intensamente a necessidade de produção de obras por pessoal devidamente qualificado. E, nesse aspecto, a Marinha constitui um autêntico viveiro de informação que merece ver a luz do dia. Haja outros a seguir o exemplo e a verter para letra de imprensa o produto da sua investigação e – porque não? – da sua aprendizagem, muitas vezes compilado ao longo de uma vida inteira e tantas vezes perdido no baú do esquecimento, sem alguma vez ter tido a oportunidade de ser partilhado com quem muito proveito poderia dele tirar.
É, assim, com todo o gosto, que felicito o autor deste glossário, velho camarada das lides marítimas, pela sua minúcia, pelo seu aturado labor, pela sua persistência, por não recear a inevitável comparação com outros trabalhos do género e, sobretudo, por esta valiosa obra que vem, indubitavelmente, enriquecer o mundo da marinharia portuguesa.

Jorge Silva
(Comandante de Marinha)

  
INTRODUÇÃO

Ao longo do meu percurso de leitor, habituei-me a pesquisar e anotar o significado de termos desconhecidos existentes num qualquer texto. O mesmo aconteceu com a leitura da obra “A Caravela Portuguesa e as Navegações Henriquinas” do Comandante de Marinha, Quirino da Fonseca e a pesquisa resultou na elaboração de um pequeno folheto que anexei à referida obra. Mas como o interesse no tema era grande, a pesquisa não se ficou pela referida obra e partiu para “Além-mar”, i.e., iniciei uma procura de todos os termos relativos ao mar e à navegação marítima, nomeadamente termos referentes ao navio (sua composição e estrutura) e à navegação, de vários tipos: recreio, mercadorias, cruzeiro, militar, desportiva, etc. Entretanto nesta busca, a obra seguiu o rumo de introduzir o maior número de termos que fosse possível encontrar bibliograficamente acerca dos assuntos do mar.
Assim, este glossário “navega pelos mares” das: Geografia; Meteorologia; Construção Naval; Pesca; Ictiologia; Direito do Mar; Ambiente; Navegação; Náutica; Aeronáutica; Astronáutica; Tecnologia Naval e Estruturas e Organizações, públicas e privadas, relativas ao mar ou à navegação.
Após pesquisa efectuada no mercado editorial, verifiquei a existência de algumas obras neste âmbito, umas com referências a termos náuticos actuais (em 1990) e antigos, outras com traduções em várias línguas, mas nenhuma com o leque de temas náuticos tão vasto quanto este “Glossário Náutico”, apesar de não considerar esta, uma obra completa até porque, com o constante desenvolvimento tecnológico a que o mundo assiste diariamente, seria praticamente impossível considerá-la como tal.
Estamos portanto na presença de uma obra que será sempre alvo de revisão, mas que neste momento é a mais actual. Eis o “Glossário Náutico”.

Rui Salvador


Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

TOA



Toa - Cabo atado a um ponto fixo para a tripulação do barco se alar por ele; Corda estendida de um navio a outro para o rebocar; Corda de rebocar; Reboque, sirga;  Puxado por sirga. (Atoar - Levar à toa, a reboque, à sirga.); (À toa: sem reflexão nem tino. = A esmo, ao acaso).

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

CABECEIO / PITCH

Cabeceio (pitch) - Movimento de rotação (do navio) em torno do eixo transversal.